Foram necessários praticamente dois anos, para que a justiça Mídia fosse feita no caso de Isabella Nardoni. O nome que ficou nacionalmente conhecido em Março de 2008 só pode, finalmente, descansar em paz após o resultado do julgamento espetáculo, anunciado este sábado (27), o que confirmou o que todos já sabiam: a culpa do casal, pai e madrasta.
Mas o verdadeiro agente desse resultado não foi a justiça brasileira, mas sim a grande mídia que, há 2 anos, já tinha dado a sentença para o casal. Um golpe de sorte ou uma grande investigação jornalística? Vamos supor que o casal fosse absolvido. O que seria da vida deles? Um perigoso e nebuloso futuro os aguardaria, pois, junto com a imprensa, o lado de fora do fórum estava abarrotado de “pessoas comuns”, gritando uníssono: “assassinos”.
Parece que o papel da mídia não é somente o de mostrar os fatos, mas também apurá-los. Nesse sentido, parece que o papel de jornalista acaba se confundindo com o de policial e o de promotor/advogado; Tendo as grandes mídias de massas o papel de juiz.
Muito provavelmente esse caso ficaria esquecido caso a grande mídia não tivesse dado a ocorrida repercussão. Mas é necessário verificar até que ponto a mídia deve ter esse poder de decidir quem vai ou não para a cadeia. É certo que agora ela se passou por “boazinha” e de heroína do povo, ajudando a colocar dois loucos na cadeia, mas, por causa dessa imagem que a grande mídia passa, eles são capazes também de esconder muitas outras pessoas (e essas com perfeita consciência do que fazem) que fazem um mal muito pior à sociedade que o do casal Nardoni. Não podemos esperar que a justiça seja feita pela mídia (também).
p.s.: Perdoem esse pobre escritor pelo longo período sem coisas novas e pela defasagem do conteúdo. Estive bastante ocupado nesses últimos dias, mas espero retornar à periodicidade de costume. abraços!
apoiado!
tá, tá desculpado :p
(L)