Ler me pareceu doloroso.
Depois tudo ficou meio sem sentido. Nesse novo mundo que me é a literatura, ainda não percebi. Hoje é o dia do livro. Mas o livro não é exatamente uma pessoa. Então, a quem dar os parabéns? Ao livro? Não. Desculpem-me, mas simplismente não posso dar um parabéns a qualquer livro. Tem de ser especial. E mais, vou me corrigir. Não derei parabéns à livro algum. Mas a seus autores.
Escrever sempre me foi doloroso.
Tal como um filho, espero pela época em que partam de casa. Saiam, gritem às ruas, façam manifestos, estudem e se reproduzam. Na era da internet, o livro é mais que um simples espaço onde se colocam ideias e se propagam. A internet é a própria ideia, na sua forma mais perfeita, é ideal porque não é humana. Ela é bilhões de vezes humana. Parabéns aos escritores.
Mas não a qualquer um.
Parabéns aos sofredores, que esfregavam seus cérebros na busca da mais perfeita expressão da arte: a expressão da alma humana. E se hoje não existe mais a tal aura de Benjamin, que exista ainda o espírito dos escritores. Que o tempo julgue quem merece meus parabéns. Por enquanto, vão a todos, leitores e escritores, que compõem o livro.
Amém.
Amem! E que a literatura seja louvada. :D