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Jovens Idosos

Queria um carinho,
Um aconchego,
Um travesseiro
daqueles de pluma de ganso.

Queria um colo
ou até mesmo um abraço,
que me empurrassem no balanço
pra relembrar meu passado

Dos meus beijos,
queria o primeiro.
Dos meus casos,
esconder os cacos.

A palma da minha mão
eu queria ter lido
Ah, milhares de livros
Nunca vi sequer a capa.

Os cabelos
queria loiro, azul e vermelho.
Queria também ser careca,
Depois tê-los longos, conforme meu desejo.

Queria…
Queria ter sido querido,
ter amado
e sido correspondido.

Queria ter esquecido a hora
ao invés do menino.
Não morrer com nossa senhora
nem ser refém do destino

queria meu caderno
e, sem saber o que é errado ou o que é certo,
ter escrito minha vida em prosa
e rasgado sorrisos dos que estavam em minha volta

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Medida da quantidade de desordem dum sistema;
Caos em alguma coisa

Dia do livro

Ler me pareceu doloroso.

Depois tudo ficou meio sem sentido. Nesse novo mundo que me é a literatura, ainda não percebi. Hoje é o dia do livro. Mas o livro não é exatamente uma pessoa. Então, a quem dar os parabéns? Ao livro? Não. Desculpem-me, mas simplismente não posso dar um parabéns a qualquer livro. Tem de ser especial. E mais, vou me corrigir. Não derei parabéns à livro algum. Mas a seus autores.

Escrever sempre me foi doloroso.

Tal como um filho, espero pela época em que partam de casa. Saiam, gritem às ruas, façam manifestos, estudem e se reproduzam. Na era da internet, o livro é mais que um simples espaço onde se colocam ideias e se propagam. A internet é a própria ideia, na sua forma mais perfeita, é ideal porque não é humana. Ela é bilhões de vezes humana.  Parabéns aos escritores.

Mas não a qualquer um.

Parabéns aos sofredores, que esfregavam seus cérebros na busca da mais perfeita expressão da arte: a expressão da alma humana. E se hoje não existe mais a tal aura de Benjamin, que exista ainda o espírito dos escritores. Que o tempo julgue quem merece meus parabéns. Por enquanto, vão a todos, leitores e escritores, que compõem o livro.

Amém.

Vôbiu em Além do que se vê

23 de Abril – Sexta
Início: 22:00hs
Entrada: R$ 10,00 (na hora)
Lista Amiga: R$ 7,00
Deixe Seu nome na Lista Amiga e Pague somente R$ 7,00 na Entrada:
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=95436592&tid=5460620965406976836

Escolha as músicas que serão tocadas no show “Vôbiu toca Los Hermanos”:
http://www.orkut.com.br/Main#CommPollResults?cmm=95436592&pid=620928748&pct=1269853729

Programação Prevista:
22:00 DJ Pedrosill
23:40 Vôbiu toca Los Hermanos
2:00 Suhbita

Local: The Jungle
Av. Comendador Leão, nº 485 Poço
Informações: (82) 8858-5574 (Marcelo)

Iê Iê Iê

Em seu novo álbum, denominado “Iê iê iê”, Arnaldo Antunes mescla novos ritmos do rock com o bom velho senso crítico presente na maioria das obras do músico, desde sua infância musical, na banda titãs.

As letras são bem trabalhadas e as brincadeiras com as palavras se fazem constantes desde a primeira música, que dá nome ao álbum. Em “Iê iê iê” [a música], podemos observar uma crítica às bandas/cantores que fazem música para ganhar dinheiro e fama: “Eu sou mesmo um cara de sorte, cê não vê?/Ainda vou gravar um CD/Vou tocar no baile funk e no bufê/e vou ganhar meu próprio cachê”. A sonoridade da música ajuda, criando um clima de sátira para a letra.

Nas outras quatro músicas seguintes, “A casa é sua”, “Aonde você for”, “Vem cá” e “Longe”, a solidão em meio a grandes conquistas e a distância, independentemente do motivo, entre as pessoas são colocados em questão. Em “A casa é sua”, a guitarra assume uma batida de reggae em meio a arranjos de rock, criando uma excelente sonoridade e uma junção muito boa com a letra da música. A sonoridade de “Aonde você for” segue a mesma linha, embora seja um pouco mais rápida nas batidas de guitarra. Ainda seguindo essa mescla, temos “Vem cá”, com a guitarra ligeiramente mais distorcida. A letra de “Vem cá” trata de um casal que procura um lugar onde eles possam ficar já que “Em casa não dá pra ficar”.

A sonoridade de “Longe” – que é a música mais longa do cd – com dedilhados e um pequeno solo de guitarra, se diferencia bastante das outras três letras, embora em alguns curtos trechos tenha algumas semelhanças sonoras.

“Invejo” é uma música com várias mudanças de estilo no decorrer da canção. É interessante como Arnaldo Antunes conduz uma crítica, durante a música, sobre a inveja. De maneira irreverente, a música se assemelha em muitos momentos à uma crônica: “Invejoso/O bem alheio é o seu desgosto/Queria um palácio suntuoso/mas acabou no fundo desse poço”.

Enquanto o ator John Derek ficou famoso por proferir “Live fast, die young and leave a good-looking corpse”, Antunes quer mesmo é envelhecer. A música que leva esse nome contém trechos irreverentes sobre como tratar a velhice: “Eu quero pôr Rita Pavone/No ringtone do meu celular/Eu quero estar no meio do ciclone/Pra poder aproveitar/E quando eu esquecer meu próprio nome/Que me chamem de velho gagá”

Completando seguindo o pensamento de “Invejoso” e “A casa é sua”, temos “Sua menina”, onde as reflexões sobre o desprezo de alguém que, pelo ponto de vista do músico, tem uma excelente mulher, mas que não dá o devido valor à ela.

Em seguida, temos “Um kilo”, que puxa um estilo sonoro um pouco mais indie, mas Arnaldo Antunes deixa sua marca na letra da música. Na décima faixa, “Sim ou não”, Arnaldo Antunes volta as origens, com um estilo um pouco mais puxado para o punk do início de sua carreira e uma letra rápida e curta (quase 2 minutos de música apenas).

Encerrando, as faixas 11 e 12, “meu coração” e “luz acesa”, respectivamente, tratam ainda daquela lonjura, proposta desde a segunda faixa do CD, em que o ser humano vive. Pessoas próximas separadas pelo medo, pela falta de comunicação, pela incerteza.

O novo álbum de Arnaldo Antunes, com todas essas características, representa uma vitória da originalidade em meio a tantas bandas repetitivas que temos atualmente e dá uma sobrevida para o pop-rock brasileiro.



Fortuna, seja ela boa ou má;
Sorte;
Destino;
Felicidade

Foram necessários praticamente dois anos, para que a justiça Mídia fosse feita no caso de Isabella Nardoni. O nome que ficou nacionalmente conhecido em Março de 2008 só pode, finalmente, descansar em paz após o resultado do julgamento espetáculo, anunciado este sábado (27), o que confirmou o que todos já sabiam: a culpa do casal, pai e madrasta.

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