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Archive for the ‘Pensamentos’ Category

Dia do livro

Ler me pareceu doloroso.

Depois tudo ficou meio sem sentido. Nesse novo mundo que me é a literatura, ainda não percebi. Hoje é o dia do livro. Mas o livro não é exatamente uma pessoa. Então, a quem dar os parabéns? Ao livro? Não. Desculpem-me, mas simplismente não posso dar um parabéns a qualquer livro. Tem de ser especial. E mais, vou me corrigir. Não derei parabéns à livro algum. Mas a seus autores.

Escrever sempre me foi doloroso.

Tal como um filho, espero pela época em que partam de casa. Saiam, gritem às ruas, façam manifestos, estudem e se reproduzam. Na era da internet, o livro é mais que um simples espaço onde se colocam ideias e se propagam. A internet é a própria ideia, na sua forma mais perfeita, é ideal porque não é humana. Ela é bilhões de vezes humana.  Parabéns aos escritores.

Mas não a qualquer um.

Parabéns aos sofredores, que esfregavam seus cérebros na busca da mais perfeita expressão da arte: a expressão da alma humana. E se hoje não existe mais a tal aura de Benjamin, que exista ainda o espírito dos escritores. Que o tempo julgue quem merece meus parabéns. Por enquanto, vão a todos, leitores e escritores, que compõem o livro.

Amém.

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Leitor

Você
sim, você mesmo
que fica aí à esmo
e nunca me fala nada

Sim,
você que está lendo aqui, agora
que vê tudo, mas sempre fica de fora
não subiu nem vai descer a escada

E agora
que te perguntas se deves ou não opinar
se é interessante que te ouçam expressar
fica aí parado.

É a vida a te carregar.

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Ah, sexta-feira. Amo o dia que permite que eu volte aos meus estudos próprios. O final de semana não passa de um mero escape para podermos tocar nossas próprias vidas como desejaríamos que fossem: estudarei comunicação, poker, informática e História. Escreverei poesias, romances e ensaios. Começarei artigos, trabalhos e promessas, afinal, já dizia Napoleão Bonaparte:

O espaço se Recupera, o Tempo não.

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Bom dia.

Está claro, para mim, que o futuro que aguardamos hoje será uma continuação da guerra passada. A guerra fria gerou, de certa forma, uma grande comodidade em toda a vida humana. Pela primeira vez a paz se tornou um problema, não a solução. Guerras como a do Iraque foram criadas por pura necessidade.

Em 1984,romance de Georde Orwell, vemos que o homem necessita deturpar a senso criativo da prole. É necessário que ele esteja sempre ocupado, não trabalhando, mas re-trabalhando. A alienação subjuga. O homem não percebe que ele faz parte do outro e que o outro faz parte dele também. Não vivemos sozinhos, mas acho que ninguém realmente entende isso. Precisamos dos outros, realmente precisamos, tudo o que existe não é fruto de uma única cabeça, mas de um coletivo. Ah, coletivos suicidas…

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