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Posts Tagged ‘poesias e poemas’

Há algo de doce

e de irresistível

na palavra que trouxe

seu beijo sensível.

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Voltei

Que saudades que bateu
que vontade de voltar
agora a brisa no ombro meu
antes a agonia, agora o olhar

Se me tens assim tão perto
o suficiente para me beijar
anda logo, anjo meu
repatria-me, vem me acalmar

O cheiro das rosas
o barulho das ondas
Os coqueiros balançam
mas não é como o da nossa orla

O azul escuro
escuro de poeira
atrás do claro
sem tanta sujeira

Praia, areia
sem dó, numa clareira
ainda assim, parte de mim
Se aconchega só, em meu jardim.

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Cinzas

Cinzas
Meu filho
sou o que sou

Pingas
sofrido
estou onde estou

E para onde vou
não te convém
contar

não sei pra onde
mesmo que sim
mentirás

Aonde passou
o frio daqui
é o seu calor

cinzas
cinzas
não tem outra cor

Mas ainda sou
Minhas idéias
pra contrariar

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Mãe

Minha mãe,
Me perdoe se algum dia
O incetivo de minha trilha
Venha a fracassar

Mamãe,
São tantas coisas nessa pequena vida
Tantas emoções, mas por dentro só há agonia
E mesmo assim o tempo vai passar

Houve um tempo
Em que o brilho de nossas alegrias
Misturado com o furor de nossas alegorias
me fizeram viajar

E se, por algum momento
Minhas paixões, loucuras
o furação de sentimentos
Tiver lhe ofuscado o brilho

Minha mãe,
perdoa-me
A terra que lhe jogo hoje
é a mesma que me cobrirá amanhã.

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Rua 290*

*Ao som de Notinhg Else Matters (Metallica), porém na versão instrumental da Apocalyptica. Dê play e leia os versos.

Rua 290

O menino pula de alegria, sabendo que no meio da rua mora um amigo
Mas depois da dez, já sabia: voltar pra casa sem levá-lo consigo
E quando porcentagens começam a fazer diferença, acaba a crença
Quando o dia vira noite, não há mais sono que vença. Já declarou sua sentença

Correndo pelas ruas com o frio de Agosto batendo em seu rosto sem arrependimentos
É inocente, ainda que cadente, muda seu gosto no ritmo em que muda seus dentes
É crescido, pobre indeciso, sem saber o rumo que tomar na sua vida sem lar
Mas ainda é criança, ainda é infante, mas sem esperança, não há quem o levante

Preso no interior de nossas mentes, mora um monstro cheio de terror
estranho até para nós mesmos, enche nosso coração de fúria, cobrindo os outros de dor
Só quem conhece a criança, sabe que é criança. Só quem conhece a menina, o menino
“Meu pai foi embora depois de dizer tchau, e vai, junto com ele,  o meu carinho.”

ApocalypticaA

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O fruto

Meu amigo
o que está acontecendo?
Será que é tarde
ou cedo demais?

Outro dia
éramos crianças
mas acabou a dança
tá na hora de patinar

Pra onde leva esse caminho?
sem pavimento, vou sozinho
não me diga que me avisou
Afinal, foi você quem levou

Perde o momento
tanto estranhamento
tanta idiotice
e nem somos idiotas

Que fruto maduro é esse
que cái da árvore
deixa as outros frutos sozinhos
mas um dia vai germinar

e quando essa hora chegar
logo terá vários novos amigos
embora não seja mais fruto
Já não é mais a mesma coisa
Mas continua puro

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